Mix de marcas
Veja quais marcas realmente geram resultado
Acompanhe margem, giro, estoque e desempenho comercial para decidir o que comprar — e o que não vale o caixa da loja.
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Marcas e operação no mesmo fluxo Mais de R$ 1,1 milhão em vendas processadas com ERP, CRM e cashback na mesma visão da loja. Ler case →Escolher quais marcas vender é uma das decisões mais importantes de uma operação varejista. Ela influencia diretamente a margem, o giro do estoque, o fluxo de caixa e até a forma como o cliente enxerga a loja.
Isso vale para moda, calçados, beleza, decoração, artigos esportivos e diversos outros segmentos. Uma marca pode ter produtos desejados, reconhecimento e procura e, ainda assim, não ser uma boa parceira para determinada operação.
Prazos curtos, pedidos mínimos elevados, reposição limitada e promoções constantes no e-commerce da própria indústria podem dificultar a venda e reduzir a rentabilidade.
Por isso, a melhor marca não é necessariamente a mais conhecida. É aquela que combina identificação com o público, potencial de venda e uma relação comercial saudável para as duas partes.
Escolher uma marca deixou de ser apenas uma decisão de produto. É uma decisão de rentabilidade.
Por que a escolha das marcas é tão importante?
O mix de marcas ajuda a definir o posicionamento da loja. Ele influencia o público atraído, a faixa de preço praticada e a experiência que o consumidor encontra no ponto de venda.
Essa escolha também tem impacto financeiro. Quando uma marca oferece condições incompatíveis com o ciclo de vendas da loja, o varejista pode precisar pagar pela mercadoria antes de conseguir vendê-la.
Quando há descontos excessivos no online, pode ser necessário reduzir os preços para competir, sacrificando a margem.
A análise, portanto, não deve considerar apenas se o produto é bonito ou se a marca está em evidência. É necessário entender se a parceria funciona dentro da realidade financeira e comercial da loja.
1. Avalie a margem real dos produtos
A margem é um dos primeiros critérios que devem ser analisados. No entanto, não basta considerar apenas a diferença entre o preço de compra e o preço sugerido de venda.
Para entender a margem real, inclua na conta:
- Impostos;
- Frete;
- Comissões;
- Taxas dos meios de pagamento;
- Custos de armazenagem;
- Trocas e devoluções;
- Descontos concedidos;
- Produtos que terminam em liquidação.
Uma marca pode apresentar uma margem inicial aparentemente interessante, mas perder atratividade quando a operação depende de promoções frequentes para gerar giro.
Também é importante comparar o markup sugerido com o histórico de produtos semelhantes. A conta precisa funcionar na realidade da loja, e não apenas na tabela comercial apresentada pelo fornecedor.
A pergunta mais útil não é “quanto parece sobrar no momento da compra?”, mas sim:
Quanto sobra de margem depois que o produto é vendido?
2. Compare o prazo de pagamento com o giro do estoque
O prazo oferecido pelo fornecedor precisa estar alinhado à velocidade com que os produtos são vendidos.
Imagine que um pedido tenha prazo médio de pagamento de 45 dias, mas leve 90 dias para alcançar um giro satisfatório. Nesse intervalo, o varejista terá de financiar parte do estoque com o próprio caixa.
O cenário mais saudável é aquele em que uma parcela relevante dos produtos é vendida antes do vencimento dos pagamentos.
Ao negociar com uma marca, avalie:
- Quantidade e intervalo das parcelas;
- Datas de vencimento;
- Pedido mínimo;
- Possibilidade de entrega programada;
- Condições para reposição;
- Flexibilidade diante de atrasos;
- Política para produtos com defeito.
Prazo não é apenas uma condição comercial. É um componente importante da rentabilidade e do capital de giro.
3. Analise a política de preços e descontos no online
Um dos maiores desafios do varejo multimarcas aparece quando a própria indústria oferece, no e-commerce, preços muito abaixo dos praticados pelas lojas parceiras.
Quando os lançamentos entram rapidamente em promoção, o consumidor compara os preços no celular, questiona a precificação da loja física e aprende a esperar pela próxima liquidação.
Para competir, o varejista acaba sacrificando margem, mesmo tendo comprado o estoque pelo preço normal.
Antes de fechar uma parceria, observe:
- Com que frequência a marca realiza promoções;
- Qual é o percentual médio dos descontos;
- Se lançamentos entram rapidamente em liquidação;
- Se existem campanhas exclusivas no site da marca;
- Como a marca trabalha nos marketplaces;
- Se existe alinhamento de preços entre os canais;
- Se os varejistas são avisados antecipadamente.
Não se trata de impedir que a marca venda pela internet. O importante é verificar se sua estratégia digital respeita os parceiros e preserva condições para que o varejo também seja competitivo.
Uma parceria saudável tem uma política comercial coerente. As campanhas são planejadas, comunicadas e não colocam o lojista em desvantagem de uma hora para outra.
4. Verifique o potencial de giro da marca
Reconhecimento de mercado não garante giro em todas as lojas. Uma marca pode apresentar bons resultados em uma região e baixa procura em outra.
Para estimar o potencial de venda, considere o perfil dos clientes, a faixa de preço, o posicionamento da loja e o desempenho de categorias semelhantes.
Se a marca já estiver presente na operação, acompanhe indicadores como:
- Giro por produto;
- Venda por variação, modelo, tamanho ou cor;
- Margem obtida;
- Percentual vendido a preço cheio;
- Cobertura de estoque;
- Índice de ruptura;
- Taxa de troca;
- Necessidade de liquidação;
- Retorno sobre o estoque investido.
Não olhe apenas o faturamento. Uma marca pode vender muito e ainda entregar um retorno baixo se exigir descontos, permanecer tempo demais no estoque ou consumir caixa antes de girar.
Acompanhe também os resultados por loja, coleção, linha e categoria. Assim, fica mais fácil entender se o desempenho é consistente ou se depende de poucos produtos campeões.
5. Conheça a política de reposição
Acertar a profundidade da compra é um desafio. Comprar demais aumenta o risco de estoque parado, enquanto comprar pouco pode causar rupturas e perda de vendas.
Uma boa política de reposição permite começar com uma compra mais controlada e reforçar os produtos que apresentarem maior saída.
Antes de realizar o pedido, pergunte:
- Existe estoque disponível para pronta reposição?
- Qual é o prazo médio de entrega?
- É possível repor somente determinadas variações?
- Existe um pedido mínimo para reposição?
- A marca possui produtos permanentes?
- O estoque informado pelo representante é confiável?
Em moda e calçados, a disponibilidade de tamanhos e cores faz muita diferença. Em outros segmentos, a mesma lógica vale para modelos, sabores, volumes ou linhas.
Marcas com reposição eficiente podem ser mais valiosas do que fornecedores que exigem pedidos grandes e não oferecem continuidade.
6. Observe a regularidade das entregas
Atrasos podem comprometer toda a estratégia de venda.
Um produto sazonal entregue quando o período de maior procura já está terminando terá menos tempo para ser vendido pelo preço cheio.
O mesmo acontece quando a loja prepara uma campanha, treina a equipe e reserva espaço no salão, mas recebe somente uma parte do pedido.
Converse com outros lojistas e procure entender:
- Se os prazos são cumpridos;
- Como os problemas são comunicados;
- Se o fornecedor entrega o pedido completo;
- Como são tratadas as divergências;
- Qual suporte é oferecido em caso de atraso.
Regularidade, transparência e atendimento também fazem parte da qualidade de uma marca.
7. Avalie o suporte comercial
O relacionamento com a marca não deve terminar quando o pedido é realizado.
Um bom fornecedor acompanha o desempenho dos produtos e ajuda o varejista a melhorar os resultados.
Entre os diferenciais que podem contribuir para a venda estão:
- Treinamentos para a equipe;
- Materiais de divulgação;
- Fotos e vídeos dos produtos;
- Informações sobre materiais e diferenciais;
- Campanhas cooperadas;
- Apoio para exposição no ponto de venda;
- Atendimento ágil;
- Troca de produtos com defeito.
Também vale observar a atuação do representante comercial. Um bom profissional contribui com informações sobre produtos e mercado sem estimular compras incompatíveis com a realidade da loja.
8. Evite a dependência excessiva de poucas marcas
Marcas fortes podem atrair consumidores, mas uma concentração muito grande aumenta o risco da operação.
Uma mudança na política comercial, a abertura de uma loja própria na região ou o aumento dos descontos no canal online podem afetar rapidamente os resultados do varejista.
Um mix equilibrado pode combinar:
- Marcas reconhecidas, que ajudam a atrair clientes;
- Marcas com boa margem e menor comparação de preços;
- Produtos de giro recorrente;
- Itens de tendência;
- Categorias complementares;
- Marcas exclusivas ou pouco distribuídas na região.
A diversificação, porém, deve ser planejada. Trabalhar com marcas demais e comprar pouco de cada uma pode fragmentar o estoque e dificultar a construção de uma identidade para a loja.
O objetivo é diversificar com intenção.
9. Faça um teste antes de aumentar a compra
Ao incluir uma nova marca no mix, comece, sempre que possível, com um pedido controlado.
Escolha produtos coerentes com o perfil dos clientes e acompanhe o resultado antes de ampliar o investimento.
Durante o teste, avalie:
- Velocidade das vendas;
- Margem alcançada;
- Aceitação dos preços;
- Quantidade de descontos concedidos;
- Facilidade de reposição;
- Qualidade das entregas;
- Índice de trocas;
- Reação dos clientes à marca.
Esses dados ajudam a substituir percepções subjetivas por decisões mais seguras.
Como a tecnologia ajuda a escolher as marcas certas?
Decisões de compra baseadas somente na percepção podem aumentar o risco de excesso de estoque.
Um sistema de gestão para o varejo permite acompanhar o desempenho de cada marca, produto, categoria, coleção, loja e variação.
Com os indicadores corretos, o varejista consegue identificar quais marcas:
- Vendem mais rapidamente;
- Geram maior margem;
- Possuem melhor venda a preço cheio;
- Exigem mais descontos;
- Deixam maior volume de estoque parado;
- Apresentam melhor desempenho por loja ou região;
- Oferecem o melhor retorno sobre o valor investido.
Esse histórico também fortalece a negociação com os fornecedores. Com dados concretos, fica mais fácil ajustar pedidos, negociar prazos e direcionar o investimento para as marcas que realmente contribuem para o resultado.
Com o MetaFácil, o varejista pode acompanhar vendas, estoque, financeiro e desempenho comercial em uma visão integrada, tomando decisões de compra com mais segurança.
Conclusão
Escolher marcas para trabalhar no varejo exige equilíbrio entre desejo do consumidor e viabilidade financeira.
Margem, prazo, giro, reposição, regularidade das entregas e política de descontos no online devem fazer parte da análise.
Uma marca só é realmente positiva para a loja quando seus produtos vendem, preservam rentabilidade e não pressionam excessivamente o caixa.
A intuição pode ajudar a descobrir oportunidades. Os dados mostram quanto vale investir nelas.
Perguntas frequentes
O que avaliar antes de comprar uma nova marca para a loja?
Avalie margem real, prazo de pagamento, giro esperado, pedido mínimo, reposição, regularidade das entregas, suporte comercial e política de descontos no online.
Como saber se uma marca protege a margem do varejista?
Observe quanto sobra depois de todos os custos e com que frequência a marca reduz preços em seu site e nos marketplaces. Marcas com campanhas previsíveis e coerência entre canais tendem a proteger melhor seus parceiros.
Uma marca conhecida sempre é uma boa escolha?
Não. Reconhecimento pode atrair clientes, mas a marca precisa ter aderência ao público, giro, margem e condições comerciais compatíveis com a operação.