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Campanha e recompra na mesma operação Mais de R$ 1,1 milhão em vendas processadas com ERP, CRM e cashback no mesmo fluxo. Ler case →A adaptação à escala 5x2 coloca uma tarefa imediata na agenda dos empresários: revisar como o trabalho é distribuído e preparar a operação para uma nova organização dos dias de descanso. Para a advogada da área trabalhista Maria Eduarda Collet Battiston, a resposta exige iniciativa e apoio profissional.
“É uma corrida contra o tempo, mas sem desespero”, afirmou no encerramento de uma entrevista à CBN Cascavel, da qual também participou a advogada Monalisa. Na sequência, Maria Eduarda recomendou buscar bons profissionais para auxiliar na adaptação e mitigar os riscos.
A mensagem para quem administra um negócio é preparar a mudança com base na realidade da empresa. Horários de maior movimento, necessidade de atendimento aos fins de semana e distribuição dos funcionários por turno precisam entrar nessa avaliação.
O desafio vai além da redução de horas
Um dos pontos destacados na entrevista é que a adaptação envolve duas dimensões: a quantidade de horas trabalhadas na semana e a garantia dos dias de descanso. Por isso, olhar apenas para a carga horária pode deixar parte do problema sem solução.
Para empresas acostumadas a funcionar com uma folga semanal por empregado, conceder a segunda folga exige rever a cobertura das equipes. O desafio aparece com força em atividades que atendem todos os dias, como supermercados, restaurantes e outros serviços.
Na avaliação apresentada durante a conversa, essa reorganização das folgas pode representar uma mudança operacional mais expressiva do que a redução inicial da jornada semanal.
Entender a demanda antes de redesenhar as escalas
A entrevista apresenta como possibilidade organizar os descansos considerando os dias de maior e menor movimento. Um estabelecimento com demanda concentrada no fim de semana, por exemplo, precisa estudar como distribuir as folgas e manter o atendimento, respeitando as regras aplicáveis à atividade.
Isso exige conhecer a operação: quais horários concentram clientes, quais funções precisam de cobertura permanente e onde existem dificuldades na distribuição das equipes. Empresas que já adotam dois dias de folga também precisam conferir a carga semanal praticada.
A discussão reforça que cada negócio demanda uma análise própria. Uma solução adequada a uma empresa pode não atender outra, mesmo quando ambas atuam no comércio.
RH, contabilidade e jurídico precisam trabalhar juntos
Outro ponto abordado é a necessidade de integrar recursos humanos, contabilidade e assessoria jurídica. A reorganização envolve tanto a montagem das escalas quanto seus efeitos nos custos e na documentação trabalhista.
Durante a entrevista, Maria Eduarda e a advogada Monalisa ressaltam a importância de avaliar os instrumentos de compensação de jornada e a necessidade de negociação coletiva em cada situação. A orientação é procurar suporte para identificar quais alternativas podem ser utilizadas e como formalizá-las.
Para o empresário, isso significa transformar o planejamento em procedimentos claros: quem trabalha em cada turno, quando acontecem os descansos e quais ajustes precisam ser documentados.
O que o empresário pode começar a fazer
A partir dos temas discutidos na entrevista, a preparação pode ser organizada em cinco passos:
- Levantar as jornadas atuais: registrar as horas semanais, os dias trabalhados e as folgas de cada equipe.
- Mapear a demanda: identificar os períodos de maior movimento e as funções essenciais ao atendimento.
- Simular a nova organização: avaliar como distribuir turnos e descansos e qual será o impacto na operação.
- Validar as alternativas: envolver RH, contabilidade e jurídico e verificar as negociações necessárias com o sindicato.
- Formalizar e comunicar: documentar os ajustes e explicar à equipe como a nova rotina vai funcionar.
Esses passos são uma síntese editorial dos assuntos tratados, e não uma fala literal de Maria Eduarda.
Como funciona a transição
Segundo informação publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 16 de outubro de 2026, a mudança prevê um prazo inicial de 60 dias. Ao fim desse período, a jornada semanal passa a 42 horas, com dois dias de repouso remunerado. Em 12 meses, a jornada é reduzida para 40 horas semanais.
Consulte a informação oficial do Ministério do Trabalho e Emprego.
Para Maria Eduarda, buscar orientação profissional faz parte dessa preparação. Sua fala final combina urgência e cautela: agir dentro do prazo, com apoio para conduzir as mudanças e reduzir os riscos para a empresa.
Ouça a entrevista completa
Fonte / Veja também: Mudanças na jornada de trabalho levantam dúvidas — CBN Cascavel